História


Em defesa dos estudantes e do povo catarinense!

Hoje, passados quase 70 anos, muitas foram as conquistas na trajetória em defesa dos direitos dos estudantes e do povo catarinense. A UCE, já em 1964, teve sua primeira perseguição política, quando o então presidente da entidade, o acadêmico de direito Rogério Queiróz, foi retirado da presidência pela Ditadura Militar. Neste período, o Jornal “Reforma” da UCE circulava entre os acadêmicos no estado para organizar a resistência aos golpistas.

Em 1979, quando o presidente do Brasil (General Figueiredo) visitou a capital catarinense, a entidade foi protagonista na mobilização de mais de 4 mil jovens artistas, intelectuais e populares contra a fixação de uma placa em homenagem ao Marechal Floriano Peixoto e contra a ditadura que já durava 15 anos. O pedestal foi quebrado, a placa incendiada, arrastada e atirada contra a porta do Palácio Cruz e Sousa – na época, sede do governo. O aumento dos combustíveis, as vítimas de Anhatomirim e os protestos dos estudantes são alguns dos fatores provocaram a grande manifestação. Neste ato, o ex-presidente da UCE Adolfo Luiz dias foi preso com mais seis estudantes.

Na década de 90, voltou a mobilizar os estudantes pedindo o impeachment do então presidente da república Fernando Collor. Nesse momento os estudantes pintaram os rostos e ocuparam as ruas, e assim, ficaram conhecidos por todo Brasil como os “cara-pintadas”.

A UCE também se fez presente na mobilização e resistência pelos 10% do PIB e 50% do fundo social do pré-sal para a educação conquistados no Plano Nacional de Educação – PNE/2014, pelo passe-livre, regulamentação da meia entrada, entre outras pautas importantes e significativas na conquista de direitos.

Muitas conquistas obtivemos ao longo dessa história, mas a luta não pode parar especialmente agora que essas conquistas sofrem ataques e ameaças em consonância com o projeto neoliberal de interesse do imperialismo, expressas na reforma do ensino médio pela Medida Provisória 746/2016 e a Proposta de Emenda Constitucional 55/2016 que visam retirar direitos e desmontar o estado. Mais uma vez os estudantes de Santa Catarina, assim como de todo o Brasil, resistiram bravamente ocupando suas escolas, universidades, espaços públicos e as ruas para dizer não aos retrocessos discutir com a sociedade os prejuízos do governo ilegitímo que usurpou o estado afim de implantar esse pacote de maldades.Neste ano, em que esta entidade completa mais um ano de vida, histórias e lutas, Santa Catarina e o Brasil vivem um momento delicado. A UCE vem se articulando estadual e nacionalmente para combater os frutos do golpe de 2016. Mesmo com todas as ações contra a educação e contra os setores mais populares da sociedade (como a saúde e transporte público), continuamos – agora ainda com mais força – lutando ocupando escolas, praças e espaços reivindicando um país democrático de direito. Nem com perseguição, com a ilegalidade, com a ameaça de prisão iminente e as práticas de tortura na Ditadura Militar a UCE se eximiu de seu papel. Enquanto o povo catarinense precisar, nossa entidade estará de pé, pronta pra luta!

Adaptado de Vander Rodermel, ex-presidente da União Catarinense dos Estudantes.
[1] União Catarinense dos Estudantes faz 60 anos – http://www.vermelho.org.br/noticia/119461-1

União Nacional dos Estudantes

Exaltamos ainda a luta da União Nacional dos Estudantes – UNE entidade que inspirou e contribuiu na criação da UCE e esteve presente a todo o momento na luta estudantil enviesando a história de resistência das entidades.

História

Deixar a história da UNE fora do memorial da UCE seria contar pela metade a nossa própria história, já que o movimento estudantil do nosso país sempre se deu de forma muito integrada e dinâmica.

“Conhecer o seu passado é a chave para libertar o seu futuro”, fazemos aqui então a honrosa homenagem ao passado de luta dessas duas entidades e desejamos um futuro de muitas conquistas!

União Catarinense dos Estudantes, 2017, Santa Catarina, Brasil.